O que nos move

MISSÃO

Fortalecer a inclusão social em Minas Gerais, em parceria com os setores público e privado, por meio de uma rede de entidades socioassistenciais e de voluntários.

VISÃO

Ser referência nacional na transformação da vida das pessoas.

VALORES

Solidariedade: movidos por compaixão, acolhemos prontamente e com respeito às pessoas.
Credibilidade: valendo-se da ética, da transparência e do comprometimento, buscamos a excelência e autonomia para perenidade de nossa atuação.

Quem somos

Se você é mineiro é bem provável que conheça o Serviço Social Autônomo SERVAS – SSA – SERVAS. Mas o que nem todos sabem é que essa entidade sem fins lucrativos, criada há sete décadas pelo governo do estado para promover a responsabilidade e a inclusão social, hoje tem uma gestão independente. Em outras palavras, a despeito do apoio do governo do estado, o SERVAS não é uma instituição governamental, somos uma organização apartidária, sem recursos próprios e que há setenta anos busca fortalecer a inclusão social em Minas Gerais.

Realizamos programas, projetos e ações de desenvolvimento social orientados nos pilares da inclusão social e do voluntariado. Tudo isso norteado pela ética, transparência, solidariedade e expertise construída em longos anos de trabalho de excelência.

Nosso objetivo é ampliar o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social por meio de ações direcionadas ao fortalecimento da rede de instituições e organizações de assistência social em Minas Gerais. Para isso, contamos com uma equipe profissional qualificada para elaboração e coordenação de projetos e, sobretudo, com o apoio da sociedade civil, iniciativa privada e poder público.

Essas parcerias consolidam a “REDE SERVAS” de auxílio mútuo, capaz de amplificar a inclusão social. Nossas ações operam sob duas linhas de atuação:

Assistência social: ações direcionadas à prestação de serviços sociais e assistenciais com vistas à diminuição da desigualdade social, à erradicação da pobreza e da fome e à melhoria da qualidade de vida dos mais vulneráveis. Isso é feito a partir da captação, aquisição e distribuição de donativos direcionados às entidades socioassistenciais. organizações não governamentais para posterior repasse às comunidades.

Investimento social: iniciativas com foco na ampliação da qualidade de vida dos mineiros, por meio de ações planejadas, monitoradas e sistematizadas em projetos sociais de interesse público. A proposta é contribuir com a atuação mais profissionalizada e sustentável das instituições de assistência social.

Área de atuação

Para tanto, o SERVAS formula e executa, separadamente ou em parceria com empresas de iniciativa privada ou instituições públicas, programas, projetos e ações de assistência social, de cunho educacional e de incentivo à cultura, ao desporto, à saúde e ao lazer, segundo o princípio da universidade do atendimento, podendo, para tanto:

  • Promover, coordenar, manter e apoiar atividades assistenciais em complementação às políticas públicas para diminuição das desigualdades sociais, erradicação da pobreza e da fome e melhoria das condições de saúde da população.
  • Apoiar o desenvolvimento social por meio de cursos profissionalizantes e outras ações educativas, incluindo as que promovam o acesso à tecnologia e à inclusão digital, bem como a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.
  • Implementar ações que viabilizem o acesso à cultura e à arte, em todas as suas manifestações, como instrumento de inserção social e de valorização da cidadania, possibilitando a produção do conhecimento de bens e valores culturais, artísticos e históricos e a preservação da memória, em complementação às atividades curriculares oferecidas pelas instituições de ensino.
  • Promover ações que visem à segurança alimentar e nutricional, em apoio às entidades de caráter assistencial.
  • Apoiar, formatar, realizar e custear treinamentos, cursos, palestras, seminários e, ainda, confeccionar, adquirir e distribuir materiais de divulgação e publicações diversas, relativas às áreas de atuação do Servas.
  • Buscar a cooperação do estado, de municípios, de associações microrregionais, do Ministério Público Estadual e Federal e dos poderes legislativo e judiciários, das organizações da sociedade civil, das organizações da sociedade civil de interesse público, dos conselhos tutelares e de direitos, de instituições de assistência social de caráter filantrópicos, entre outros.
  • Auxiliar os órgãos públicos no atendimento às demandas da área social, na identificação ou no cadastramento de entidades socioassistenciais, bem como na operacionalização de atividades correlatas à atuação do Servas, observadas as disposições legais.
  • Receber apoio das entidades parceiras por meio de pessoal qualificado para colaborar com as atividades, programas e projetos sociais do Servas.
  • Repassar recursos financeiros e/ou bens adquiridos cedidos ou doados por entidades parcerias no âmbito de ações conjuntas ou fora delas, diretamente aos destinatários finais ou aos entes parceiros, observadas as disposições legais e as condições constantes nos instrumentos originários de destinação de recursos e de bens.
  • Captar recurso financeiro e contribuições de qualquer natureza de pessoas físicas, jurídicas de direto privado e/ou de direito público, destinando aos programas, projetos e serviços de seu interesse.
  • Manter em caráter transitório ou permanente e sem finalidade lucrativa, feiras e bazares, bem como realizar eventos e promoções diversas visando à obtenção de recursos para o custeio de suas atividades podendo, ainda, promover leilões a serem realizados pela própria entidade ou por terceiros.
  • Aplicar integralmente os recursos e o produto da alienação dos bens de qualquer natureza, inservíveis ou não, e que venham a ser destinados ao Servas por força da lei ou o regulamento, no custeio ou investimento em programas, projetos e ações dos serviços prestados.

O Servas se abre ao diálogo com a sociedade civil organizada para contribuir para uma Minas com mais equidade. Uma ponte para o desenvolvimento social. Contribua com essa causa.

História

Esta história começa há 70 anos. Mais precisamente em 1951, ano em que Sarah Kubitschek, esposa do então Governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek, funda a entidade Pioneiras Sociais, cujo objetivo era apoiar ações assistenciais voltadas à infância e à maternidade. Sua atuação logo abrange também iniciativas voltadas aos segmentos de saúde e educação, tendo como destaques a criação de lactários, onde era distribuído leite para as crianças das pré-escolas e escolas de nível primário, com atividades que envolviam da produção da merenda escolar à confecção de uniformes.

Por meio do trabalho de voluntárias, os núcleos das Pioneiras Sociais se espalharam por Minas Gerais e, a partir de 1955, para todo o país. Em 1957, a entidade passa a ser intitulada Associação Mineira de Orientação e Apoio à Maternidade e à Infância e incorpora outras ações relacionadas a pacientes em situação de vulnerabilidade.

Em 1961, a entidade muda a sua identidade e nasce o Serviço Voluntário de Assistência Social (SERVAS). Isso por que sua atuação se amplia ao acolher novos públicos e assumir outras frentes de atuação. Sua missão foi alterada para promover, apoiar e coordenar as atividades assistenciais em Minas Gerais. Além disso, a entidade conquista o status de associação-civil, dotada de autonomias administrativa, financeira e operacional, reconhecida pelo governo do estado como entidade de utilidade pública (Decreto nº 6477, de janeiro de 1962). Nesse período, foram criados, ainda, postos de saúde infantis e quatro creches.

Entre 1966 e 1971, o escopo de trabalho da entidade contemplou, também, ações direcionadas à inserção dos jovens e adultos no mercado de trabalho. Foram criados, assim, o Centro de Preparação de Mão-de-Obra e o Centro de Artesanato Mineiro. O propósito foi promover e defender a cultura e o artesão no estado. As mudanças em nome da estruturação e maturidade da entidade seguiram a partir de 1971, quando realizou a primeira Feira da Paz. Em 31 de julho de 1972, o Governo Federal também declarou o Servas uma instituição de utilidade pública (Decreto 70904) e, após três anos, foram adotadas ações de proteção, defesa e integração da criança, do jovem e do adulto à sociedade.

Entre 1979 e 1983, a entidade vivenciou mudanças na gestão, visando à melhoria do atendimento ao público. As competências operacionais foram revistas e o quadro e funcionários de nível técnico-superior ampliado. Processos de atendimento mais modernos também marcaram essa fase da entidade que, além da infância e da adolescência, agora passou a abranger pautas relacionadas à maternidade, à família, à terceira idade e à pessoa com deficiência. Na ocasião, também foram adotadas ações de proteção, defesa e integração da criança, do jovem e do adulto à sociedade.

Em 1983, o SERVAS teve seus objetivos direcionados primordialmente ao desenvolvimento comunitário, buscando prestação de serviços articulados e integrados com todas as esferas do governo. A capacidade de atendimento também foi ampliada, incorporando demandas do interior do estado. A entidade passou, ainda, a dispor de um departamento exclusivo para coordenar as creches que, na época, foram reformadas e receberam novos equipamentos.

Já em 1987, a entidade ganhou parceiros da iniciativa privada, cuja formalização deu-se por meio de convênios. A novidade viabilizou obras de infraestrutura, bem como a aquisição de equipamentos para prefeituras, hospitais, associações comunitárias, unidades de acolhimento institucional de idosos, creches e outros representantes da sociedade organizada no interior mineiro. Além disso, o período marca a ampliação do Centro de Artesanato Mineiro e a construção da creche Saide Haddad Antônio, antiga reivindicação dos moradores de Venda Nova.

A partir de 1991, foram fundamentadas as diretrizes estatutárias e a filosofia do SERVAS, baseadas na implantação e coordenação de atividades essenciais, visando à promoção integral do cidadão na família e na comunidade. Essa mudança ganhou corpo em 1995, quando o estatuto da entidade foi reformulado para se adaptar às diretrizes da Lei Orgânica da Assistência Social. Com isso, o Centro de Artesanato Mineiro foi transferido, mediante comodato, para a então Empresa Mineira de Turismo (Turminas), obedecendo ao princípio da legislação que proibia atividades comerciais associadas a entidades assistenciais.

Como os levantamentos da época mostraram que o Centro de Preparação de Mão-de-Obra atendia a uma pequena parcela da população, o setor foi desativado e seus equipamentos doados a instituições de assistência social legalmente constituídas que promoviam cursos profissionalizantes. Com isso, o SERVAS direcionou seus esforços às demandas de entidades assistenciais por meio, por exemplo, do programa de mobilização de comunidades, cujo objetivo era apoiar técnica e financeiramente as instituições no desenvolvimento de projetos voltados ao fortalecimento comunitário.

Nessa época, a entidade também promoveu, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, o curso de capacitação de educadores infantis. Outra ação expressiva para combate à fome e à desnutrição foi a parceria com Secretaria Estadual de Agricultura, via Centrais de Abastecimento de Minas Gerais, para distribuição do complemento alimentar Vitasopa às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Em 2000, a Prefeitura de Belo Horizonte reconhece o SERVAS como entidade de utilidade pública municipal. Com isso, a entidade passou a ter a missão de executar ações diretas visando ao fortalecimento das entidades sociais filantrópicas de Minas Gerais por meio de doações de equipamentos, materiais de construção, alimento, vestuário, entre outros, para atendimento às necessidades reais e urgentes das entidades assistenciais.

Entre 2003 e 2014, o SERVAS orientou programas, projetos e ações da instituição com foco no apoio a entidades de serviços assistenciais. Foi, ainda, criado o Movimento Minas solidária, parceria entre poder público estadual, municipal e sociedade civil que levou, entre outras ações, à construção de 953 moradias em 60 municípios para famílias desabrigadas pelas chuvas no estado. Na ocasião, ampliou o programa Vitavida que produziu mais de dez milhões de refeições desidratadas. Também valorizou a arte musical das comunidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte por meio do programa Vozes do Morro. Na ocasião, criou o Programa Valores de Minas, que ofereceu a centenas de alunos da rede pública estadual cursos de teatro, dança, circo, música e artes plásticas. Também criou o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), um espaço aberto para apoiar prefeituras e empresas a pensar alternativas de transformação de resíduos em oportunidades de trabalho e renda.

Entre 2015 a 2018, o SERVAS passa uma importante mudança em sua natureza jurídica. Em 2017, por intermédio da Lei Estadual 22.607/2017, torna-se um SSA (Serviço Social Autônomo), entidade privada, sem fins lucrativos, que atua em complemento às políticas públicas de desenvolvimento social do estado de Minas Gerais, mas não faz parte dos órgãos que compõem a administração estadual. Nesse período, executou os projetos Calor Humano, Cozinha Inteligente, Rodas de Leituras e em especial o Água Vida.

Em 2019, a partir de uma atuação direcionada às organizações socioassistenciais mineiras, o Servas busca ampliar o alcance e o atendimento aos mais vulneráveis. Com apoio de parceiros solidários, buscamos consolidar a “Rede Servas” de auxílio mútuo capaz de amplificar a inclusão social em todo território de Minas Gerais. Nossas ações passam a operar sob duas dimensões: na execução de ações e projetos sociais que visam promover uma atuação mais profissionalizada das instituições de assistência social; e na captação e distribuição de donativos à essas organizações, como uma forma de auxílio à sustentabilidade das mesmas.

Linha do tempo

  • Outubro de 1951 a maio de 1955: Sarah Gomes de Lemos Kubitschek
  • Maio de 1955 a janeiro de 1956: Lia Porto Carrero de Albuquerque Salgado
  • Janeiro de 1956 a janeiro de 1961: Francisca Tamm Bias Fortes
  • Janeiro de 1961 a janeiro de 1966: Berenice Catão de Magalhães Pinto
  • Janeiro de 1966 a março de 1971: Coraci Uchoa Pinheiro
  • Março de 1971 a março de 1975: Marina de Freitas Pacheco
  • Março de 1975 a julho de 1978: Minervina Sanches de Mendonça
  • Julho de 1978 a março de 1979: Cybele Pinto Coelho
  • Março de 1979 a março de 1983: Latife Haddad Pereira dos Santos
  • Março de 1983 a agosto de 1984: Risoleta Guimarães Tolentino Neves
  • Agosto de 1984 a março de 1987: Élida Aida de Andrade Couto
  • Março se 1987 a março de 1991: Maria Lucia Mendonça Cardoso
  • Março de 1991 a janeiro de 1995: Maria Coeli Memória Porto
  • Janeiro de 1995 a dezembro de 1998: Heloísa Maria Penido de Azeredo
  • Janeiro de 1999 a dezembro de 2002: Maria Lucia Mendonça Cardoso
  • Janeiro de 2003 a janeiro de 2014: Andrea Neves da Cunha
  • Janeiro de 2014 a dezembro de 2014: Célia Pinto Coelho
  • Janeiro de 2015 a dezembro de 2018: Carolina de Oliveira Pimentel
  • Janeiro de 2019: Aléxia Rodrigues de Paiva Brant

Quem é quem

Alexia Rodrigues de Paiva Brant – Presidente

Raul Paixão – Diretor Executivo

Rodrigo Fernandes – Diretor de Investimento Social

José Geraldo Dutra – Diretor Administrativo e Financeiro